
O aguardado Marathon abriu as portas para um fim de semana de testes antes do lançamento, mas a receção não está a ser totalmente pacífica. O título de extração da Bungie tem uma identidade visual única, mas é exatamente isso, aliado à escassez de recursos, que está a gerar dores de cabeça aos jogadores nesta fase de testes.
Interface caótica divide as opiniões da comunidade
Entrar no jogo pela primeira vez é uma experiência avassaladora. Ao contrário de outros jogos de tiros, não existe um espaço social para descontrair. O menu principal é um terminal informático de estilo cyberpunk que tenta transmitir informações de contratos, inventário e a história do mundo em simultâneo.
Para alguns criadores de conteúdo como Ninja, estes são dos menus mais complexos que já viram. A mistura de dezenas de tipos de letra, tamanhos, cores e níveis de formatação cria um excesso de informação visual que muitos consideram cansativo. Por outro lado, há quem defenda que o grafismo é deslumbrante e merece ser apreciado com calma, algo que a urgência do tempo das partidas raramente permite.
Falta de munições e combates raros marcam os testes
Outro ponto de atrito é a economia de balas. Os jogadores entram nas partidas com munições suficientes para apenas alguns confrontos, o que torna as fases iniciais bastante punitivas. Para contornar esta escassez, a comunidade sugere explorar o modo de iniciação com a classe Rook, focando-se na recolha de mantimentos e equipamentos em segurança.
Adicionalmente, os confrontos diretos contra outros jogadores estão a ser menos frequentes do que o esperado. É possível terminar uma partida inteira sem encontrar rivais, uma queixa que transita desde os testes alfa de 2025. A Bungie confirmou que está a analisar o feedback partilhado no seu Discord oficial e sugere que os utilizadores procurem mapas como Dire Marsh e evitem as zonas designadas para principiantes se quiserem garantir mais combates.
A culpa é dos robôs de segurança?
Curiosamente, a falta de encontros com outras equipas pode ter uma justificação no próprio mundo virtual. A Bungie apontou que as forças de segurança UESC, controladas pelo sistema, são extremamente letais. Estes inimigos conseguem abater jogadores desprevenidos com poucos tiros e juntam-se rapidamente se a equipa não recuar.
O resultado desta agressividade faz com que muitas equipas acabem eliminadas pelos robôs muito antes de conseguirem cruzar-se com oponentes humanos. A comunidade já pede ajustes no dano destes inimigos para equilibrar a balança até ao fim dos servidores abertos, que encerram a 2 de março, conforme detalhado no Kotaku.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!