
O recente lançamento do MacBook Neo está a provocar uma verdadeira corrida às lojas. Com um preço de entrada de 599 dólares (cerca de 550 euros), o novo portátil acessível motivou um aumento impressionante nas retomas de equipamentos antigos, mostrando que muitos utilizadores estavam apenas à espera de uma opção mais amiga da carteira para atualizarem as suas máquinas.
De acordo com as informações avançadas pelo MacRumors, o volume de retomas nas lojas físicas da empresa subiu mais de 100% durante esta semana, em comparação com os períodos anteriores.
Este fenómeno não se deve apenas ao modelo de baixo custo, mas também à chegada do novo MacBook Air equipado com o processador M5. Curiosamente, a procura parece estar focada nestes modelos mais económicos, deixando para segundo plano as versões topo de gama como o MacBook Pro, que conta com os chips M5 Pro e Max. Os consumidores estão mais dispostos a trocar os seus computadores antigos por estas novas opções de valor mais contido.
Cortes estratégicos e reparabilidade surpreendente
Para conseguir atingir este preço competitivo, a Apple teve de fazer alguns compromissos no MacBook Neo. O portátil deixa de lado elementos conhecidos como a ligação magnética MagSafe, o trackpad com Force Touch e apresenta ainda algumas limitações na memória RAM. Contudo, a gigante tecnológica compensa estas ausências com melhorias significativas na estrutura interna do equipamento, referindo que este foi construído de raiz.
Uma desmontagem recente ao dispositivo revelou que este é o computador mais fácil de reparar criado pela marca nos últimos anos. O interior destaca-se por portas modulares, uma motherboard de dimensões muito reduzidas e uma bateria que pode ser substituída removendo apenas 18 parafusos. A fabricante abandonou o uso das tradicionais fitas adesivas e cola, à exceção de um pequeno adesivo no cabo que liga o trackpad à placa principal, o que facilita imenso qualquer futura intervenção técnica.
Desempenho que convence até a concorrência
A receção ao dispositivo tem sido bastante positiva e tem captado a atenção de figuras de destaque na indústria tecnológica. Steven Sinofsky, antigo responsável pela divisão do Windows, analisou o equipamento e admitiu publicamente ter ficado completamente rendido às capacidades do novo Neo.
No que toca ao desempenho puro, o motor deste portátil promete não desiludir. A própria empresa garante que o chip A18 Pro integrado consegue ser até 50% mais rápido nas tarefas do dia a dia quando comparado com o computador mais vendido do mercado equipado com o processador Core Ultra 5 da Intel.












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