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Chip de computador

A indústria dos semicondutores está cada vez mais concentrada nas mãos de uma única empresa. Segundo os dados recentes partilhados no X, a TSMC controla agora 69,9% do mercado global de fundições, o que a coloca numa posição de monopólio indiscutível. Com receitas estrondosas em 2025, a fabricante de Taiwan afasta-se de forma vertiginosa da concorrência, deixando os restantes gigantes tecnológicos ocidentais e asiáticos a uma distância praticamente irrecuperável na produção dos componentes que alimentam o mundo digital.

Um gigante sem rivais à altura

Os números não deixam margem para dúvidas sobre quem dita as regras na tecnologia mundial. Durante o ano de 2025, a TSMC gerou 122,5 mil milhões de dólares (cerca de 112 mil milhões de euros) apenas com o seu negócio de fabrico de chips. Este valor representa um impressionante crescimento de 36,1% em relação a 2024. Se olharmos para o panorama geral, as dez maiores fundições do mundo faturaram em conjunto perto de 169,4 mil milhões de dólares (155 mil milhões de euros). Isto significa que a empresa de Taiwan absorve, sozinha, quase sete em cada dez euros gastos neste setor a nível global.

A concorrência direta está a perder terreno de forma expressiva. A Samsung, que durante muito tempo foi vista como a principal alternativa para os processos de fabrico mais avançados, ocupa agora o segundo lugar com uma quota de apenas 7,2%. As suas receitas ficaram-se pelos 12,6 mil milhões de dólares (cerca de 11,6 mil milhões de euros), registando uma queda de 3,9% face ao ano anterior. É uma diferença abismal, que torna a líder de mercado dez vezes maior do que a sua rival mais próxima.

A ascensão asiática e a queda do ocidente

O domínio de Taiwan no fabrico de semicondutores é absoluto. Além da líder destacada, empresas como a UMC, a VIS e a PSMC também figuram no top 10 global. Na prática, quatro das dez maiores produtoras de componentes eletrónicos do planeta estão sediadas na mesma ilha, o que a consolida como o verdadeiro epicentro desta indústria.

Por outro lado, a China continua a cimentar a sua presença, mesmo com todas as restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos. A SMIC subiu à terceira posição mundial, impulsionada por um crescimento de 16,2% nas suas receitas, alcançando os 9,3 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros). O grupo HuaHong, com um crescimento assinalável de 25,2%, e a Nexchip também marcam presença entre as maiores, provando que a estratégia focada no volume de produção está a dar os seus frutos.

O cenário é bastante mais sombrio para o ocidente. A Intel nem sequer aparece na lista das dez maiores fundições. A norte-americana GlobalFoundries não passa de uma quota de 3,9% e receitas na ordem dos 6,7 mil milhões de dólares, enquanto a israelita Tower Semiconductor fecha a contabilidade com números de 1,5 mil milhões de dólares. O mercado global está, de facto, dependente de uma única potência de fabrico.

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