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As gigantes tecnológicas Google e Meta acabam de sofrer um duro revés nos tribunais, após serem condenadas a pagar uma pesada indemnização a uma jovem devido aos problemas de saúde mental causados pelo uso viciante das suas plataformas. Segundo os detalhes avançados pela Bloomberg, o impacto destas aplicações começa agora a ser julgado ao mesmo nível dos danos provocados pelas indústrias do tabaco e dos opioides.

Hoje em dia, a forma como consumimos conteúdo online mudou drasticamente. Se no passado acedíamos às redes para comunicar com amigos ou familiares, atualmente somos bombardeados por uma quantidade infinita de vídeos e publicações. Plataformas baseadas em algoritmos de recomendação constante estão desenhadas para reter a atenção dos utilizadores o máximo de tempo possível, libertando picos de dopamina que geram uma autêntica dependência confirmada por variados estudos científicos.

O caso que custou seis milhões de dólares

O processo que ditou esta histórica derrota foi movido por Kaley GM, uma jovem de 20 anos que desenvolveu uma grave dependência digital. Kaley começou a assistir a vídeos no YouTube quando tinha apenas 6 anos e iniciou o seu percurso no Instagram aos 9. Como consequência deste consumo precoce e desmedido, a jovem sofre de depressão, ansiedade e dismorfia corporal.

Inicialmente, a defesa de Kaley exigiu uma compensação de pelo menos 2,1 milhões de dólares (aproximadamente 1,9 milhões de euros) pelos danos sofridos, apontando que a Alphabet deveria assumir no mínimo 900 mil dólares (perto de 825 mil euros) para cobrir despesas como terapia. Contudo, um júri de Los Angeles decidiu ir mais longe e atribuiu 6 milhões de dólares (cerca de 5,5 milhões de euros) à jovem. Deste valor, a dona do Facebook terá de pagar 4,2 milhões, enquanto a responsável pelo motor de pesquisa suportará os restantes 1,8 milhões. Ambas as empresas já demonstraram intenções de recorrer da decisão, com a gigante das pesquisas a argumentar que a sua plataforma funciona como um serviço de streaming e não como uma rede social.

Uma onda de processos em 2026

O ano de 2026 está a revelar-se um verdadeiro pesadelo jurídico para estas multinacionais. Só nesta última semana, as tecnológicas sofreram uma segunda derrota. Um júri no estado norte-americano do Novo México concluiu que o Facebook e o Instagram não só enganam os mais novos, como os expõem ao perigo, servindo de espaço para predadores sexuais. Esta condenação resultou numa sanção expressiva de 375 milhões de dólares (cerca de 344 milhões de euros).

O cenário atual sugere que o cerco judicial está a apertar e as sanções começam a acumular-se. Recorde-se que, logo em janeiro deste ano, a dona do TikTok juntou-se a estas duas gigantes norte-americanas num outro processo que as acusava de fomentar a adição em menores de idade. Embora as multas aplicadas possam parecer irrisórias face às gigantescas receitas destas corporações, os constantes danos reputacionais e a pressão dos tribunais poderão forçar uma mudança profunda na forma como as plataformas digitais nos entregam conteúdo.

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