
A Microsoft continua a enfrentar uma onda de saídas de executivos de topo neste início de 2026. Segundo avançou a CNBC, Julia Liuson, a atual líder da divisão de programadores da empresa, anunciou a sua reforma após mais de três décadas de dedicação à gigante tecnológica.
Uma carreira de pioneirismo na gigante de Redmond
A executiva juntou-se à Microsoft em 1992, na mesma altura que o atual diretor executivo, Satya Nadella, e prepara-se para deixar o cargo em junho de 2026. Durante o seu longo percurso, Julia Liuson marcou a história da empresa ao ter sido a primeira mulher a assumir o cargo de vice-presidente corporativa de desenvolvimento. Foi também uma peça fundamental na criação da primeira versão do Visual Studio, a conhecida plataforma utilizada por programadores em todo o mundo.
Reestruturação e o futuro da divisão
Desde 2021, Liuson ocupava o cargo de presidente da DevDiv. Mais recentemente, passou a reportar a Jay Parikh, um antigo quadro da Meta que ingressou na empresa em 2024 para integrar a equipa do Microsoft CoreAI. Além das suas tarefas habituais, a executiva tinha sob a sua alçada áreas vitais do GitHub, como a receita, engenharia e suporte, responsabilidades que assumiu após a saída do diretor executivo Thomas Dohmke em 2025.
Numa declaração sobre a sua saída, Liuson referiu que a decisão já estava a ser ponderada há algum tempo, tendo sido comunicada a Satya Nadella e Jay Parikh logo em janeiro. Na mesma nota, sublinhou o enorme orgulho no foco da sua equipa em servir os clientes de forma transparente. Após a sua saída oficial em junho, transitará para uma função de consultora independente ao lado de Jay Parikh. Até ao momento, a empresa ainda não revelou quem assumirá o seu cargo.
Uma vaga de saídas em tempos de mudança
Esta não é a primeira saída de peso que a tecnológica enfrenta este ano. Em fevereiro, a empresa já tinha visto partir Phil Spencer e Sarah Bond, os rostos principais da divisão Xbox, seguidos por Rajesh Jha, da área de experiências e dispositivos, no mês de março.
A reforma de Liuson acontece num período de grande transformação, numa altura em que a organização tenta reestruturar os seus serviços de inteligência artificial para dar mais força ao Copilot face à concorrência feroz de empresas como a OpenAI e a Anthropic. Esta aposta agressiva na IA tem encontrado alguns obstáculos e rejeição por parte do público, uma situação que motivou mesmo reformulações recentes no Windows 11.












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