
O comércio eletrónico em Portugal continua a bater recordes, com 63% dos portugueses a admitirem que aumentaram as suas aquisições digitais nos últimos dois anos. Um novo estudo da ConsumerChoice revela que, embora as etiquetas de preço mais apelativas sejam o grande chamariz, é a perceção de segurança que realmente dita onde os consumidores decidem gastar o seu dinheiro.
A pesquisa sublinha que a carteira continua a falar mais alto no momento da decisão. Para 73% dos inquiridos, encontrar um valor competitivo é o fator principal para fechar o negócio. Não é por acaso que mais de metade dos compradores utiliza plataformas de comparação de preços antes de validar o cesto virtual. As promoções e campanhas de redução de preço são igualmente valorizadas por 71% dos participantes. Quando chega a hora de escolher onde fazer estas compras online, os grandes marketplaces dominam as preferências com 81%, deixando os portais oficiais das marcas e os retalhistas tradicionais nos lugares seguintes.
O peso da segurança no mundo digital
Apesar da comodidade inegável, o universo das lojas virtuais ainda desperta receios. O relatório indica que 80% dos utilizadores afirmam nunca ter sofrido uma burla. No entanto, o cenário muda de figura quando 47% garantem conhecer alguém próximo que já caiu num esquema fraudulento. Esta proximidade com o cibercrime torna a proteção um requisito inegociável na mente de quem compra.
A segurança no momento do pagamento é destacada como prioritária por 45% dos entrevistados. O medo de ter os seus dados pessoais roubados ou informações bancárias usadas indevidamente leva 67% dos consumidores a evitarem ativamente plataformas que consideram suspeitas. Sinais como preços demasiado baixos ou métodos de transação pouco claros são imediatamente identificados como bandeiras vermelhas.
O que os portugueses mais compram
Nassrin Majid, Diretora-Geral da ConsumerChoice, aponta que o consumidor atual é altamente racional e calculista. Procura as melhores pechinchas, mas recusa-se a comprometer a sua tranquilidade no processo. A responsável nota que o mercado cresce, mas com um nível de exigência muito superior por parte de quem compra, provando que ser apenas barato já não é suficiente para singrar no panorama digital.
No que toca aos produtos que mais enchem os carrinhos de compras virtuais no país, o setor da moda e dos acessórios assume a liderança incontestável, cativando 64% das intenções. Logo atrás, o segmento da tecnologia e eletrónica de consumo cimenta a sua popularidade, sendo a escolha de 54% dos internautas nacionais no momento de concretizar uma encomenda.












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