
O alívio sentido recentemente nos postos de abastecimento parece ter os dias contados. De acordo com a informação partilhada pela SIC Notícias, a Associação Nacional de Revendedores indica que está prevista uma nova subida dos preços já na próxima semana, baseada no comportamento dos mercados.
O impacto do bloqueio e as flutuações do barril
Apesar da perspetiva de agravamento para os condutores, o barril de Brent voltou a negociar abaixo da marca dos 100 dólares, impulsionado pela expectativa do retomar das negociações entre os Estados Unidos e o Irão. Esta descida surge após o valor ter disparado para lá dos 100 dólares quando Donald Trump anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz. Na tarde de terça-feira, a cotação rondava os 96 dólares.
Na semana passada, a desvalorização de 13% do petróleo, que caiu de 110 para menos de 95 dólares, refletiu-se de forma direta nas bombas portuguesas. O gasóleo registou uma descida de cinco cêntimos, enquanto a gasolina ficou três cêntimos mais barata.
Crise sem precedentes no setor energético
Os dados oficiais da Direção-Geral de Energia e Geologia mostram uma queda acentuada registada ao longo de mais de um mês e meio de conflito. Ainda assim, o cenário continua pesado: o gasóleo mantém-se acima dos dois euros por litro, embora inferior à semana transata, e a gasolina situa-se nos 1,91 euros.
A escassez do produto gerada pela guerra no Médio Oriente provocou uma subida geral dos preços e resultou na maior quebra de sempre na produção mundial de petróleo no último mês, com perdas que já ultrapassam os 360 milhões de barris. Face a este cenário e com a admissão de que as perdas podem aumentar este mês, a Agência Internacional de Energia assume uma crise energética sem precedentes.












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