
A Singapore Airlines anunciou um acordo com a Starlink, a rede de satélites da SpaceX, para transformar a conectividade a bordo. Segundo a Singapore Airlines, a instalação arranca no primeiro trimestre de 2027 e estará concluída até ao final de 2029.
A frota que vai receber esta inovação abrange os modelos Airbus A350-900 de longo e ultra longo alcance, além dos icónicos Airbus A380, cobrindo as rotas internacionais mais extensas. O objetivo é acabar com o sinal instável, os cortes e a latência elevada que costumam marcar as viagens aéreas. Com as antenas Aero, capazes de garantir velocidades até 1 Gbps, vais poder jogar online, ver vídeos em streaming ou transferir ficheiros pesados a milhares de metros de altitude com a mesma naturalidade de uma ligação em terra.
O avanço face à concorrência no espaço aéreo
A escolha da plataforma satelital não é um caso isolado, uma vez que a solução já demonstrou funcionar perfeitamente no setor da aviação comercial. A concorrência, como é o caso do projeto Leo da Amazon, ainda se encontra numa fase inicial. Embora a Delta Air Lines tenha fechado um acordo com esta gigante tecnológica para equipar mais de meio milhar de aeronaves, o projeto só se vai materializar em 2028. Face a este atraso temporal em relação a outras alternativas já estabelecidas, a estratégia passa pela venda de pacotes completos que agregam conectividade, infraestrutura na nuvem e sistemas de entretenimento integrados.
Acesso gratuito e o novo padrão da aviação
O grande atrativo desta aposta é que a companhia aérea asiática vai manter a sua estratégia de acesso gratuito e ilimitado para os passageiros nas aeronaves equipadas, impulsionada pelos custos operacionais reduzidos da nova infraestrutura. Yeoh Phee Teik, vice-presidente sénior de Experiência do Cliente da empresa, sublinha que uma ligação rápida e ininterrupta é hoje uma parte essencial de qualquer viagem, elevando os padrões atuais para manter os clientes entretidos e produtivos de porta a porta.
O mercado acompanha esta tendência de perto. Marcas como a Qatar Airways, a Emirates e até a espanhola Iberia já integram o mesmo sistema nas suas aeronaves, garantindo velocidades massivas por todo o avião sem cobrar qualquer valor adicional. Este movimento dita um novo paradigma nos ares, onde a internet de topo durante um voo longo deixa de ser um luxo cobrado à parte para se assumir como uma comodidade essencial.












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