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AMD processador Zen 6

A gestão inteligente do desempenho de um computador depende de uma comunicação perfeita entre o hardware e o software. Quando novas arquiteturas chegam ao mercado, os sistemas operativos precisam de se adaptar, tal como aconteceu com a introdução dos núcleos híbridos da Intel. Agora, a AMD prepara-se para revolucionar a forma como o Windows e o Linux comunicam com os processadores através da nova função AMD HighestFreq, desenhada para extrair o máximo potencial da aguardada arquitetura Zen 6.

Segundo as informações avançadas pelo Gazlog, indícios desta nova funcionalidade já começaram a ser integrados no kernel de Linux, antecipando uma mudança profunda na gestão de frequências e na escolha dos núcleos mais rápidos para cada tarefa.

O fim das estimativas na escolha dos melhores núcleos

Durante anos, a evolução dos processadores focou-se no aumento físico do número de núcleos. Se há duas décadas a transição para os chips dual-core parecia um salto gigante, hoje o mercado exige soluções muito mais robustas, com a AMD a oferecer até 16 núcleos no segmento de consumo e a preparar-se para dar um novo salto com a linha Zen 6. No entanto, ter muitos núcleos exige uma coordenação extremamente precisa para que os programas utilizem os recursos certos.

Atualmente, o sistema operativo recorre a estimativas para determinar quais são os melhores núcleos e a que velocidade máxima podem operar, um processo gerido pelo CPPC (Collaborative Processor Performance Control). A nova função HighestFreq vem resolver as limitações deste método ao notificar o sistema operativo, em tempo real e de forma exata, sobre a frequência máxima absoluta que cada núcleo individual consegue atingir.

Desta forma, o sistema deixa de adivinhar e passa a saber com precisão cirúrgica para onde deve encaminhar as tarefas mais pesadas. A expectativa é que esta novidade seja implementada no Linux através da especificação ACPI 6.7, alinhando-se com a introdução da funcionalidade Performance Priority da AMD.

Impacto direto no Windows 11 e o salto da arquitetura Zen 6

Embora os primeiros indícios tenham surgido no ecossistema de código aberto, a HighestFreq não será um exclusivo do Linux. A funcionalidade deverá chegar também ao Windows 11, uma adição que se torna ainda mais crítica tendo em conta que processadores recentes, como os da linha Ryzen 9000, chegaram a registar desafios na gestão correta das suas frequências turbo no sistema da Microsoft.

Esta inovação de software servirá de alicerce para a geração Zen 6, conhecida pelo nome de código Morpheus. Esta nova arquitetura promete um salto substancial, passando dos atuais CCDs de 8 núcleos para novos blocos de 12 núcleos, permitindo alcançar até 24 núcleos nos processadores topo de gama para computadores de secretária.

Para além do aumento na contagem de núcleos, a linha Zen 6 trará uma melhoria de 15% nas instruções por ciclo (IPC), um aumento de 50% na memória cache L3 e frequências que poderão atingir a impressionante fasquia dos 6 GHz, tirando partido do avançado processo de fabrico de 2 nm da TSMC.

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