
O setor tecnológico continua a registar cortes significativos na sua força de trabalho, frequentemente impulsionados pela adoção transversal de soluções de inteligência artificial. A mais recente empresa a avançar com reduções é o LinkedIn, detido pela Microsoft, que se prepara para eliminar uma parte da sua equipa global.
De acordo com informações avançadas pela Reuters, que cita fontes próximas do processo, a rede social profissional planeia despedir cerca de 5% dos seus quadros. Esta medida insere-se numa reorganização mais ampla, destinada a dar prioridade a áreas estratégicas do negócio. Atualmente, a empresa conta com cerca de 17.500 trabalhadores a tempo inteiro em todo o mundo, não sendo ainda claro quais as unidades ou equipas específicas que serão afetadas por esta decisão.
Foco no crescimento e reajuste de recursos
Numa declaração partilhada com o portal Neowin, um porta-voz da rede social explicou que as alterações organizacionais fazem parte do planeamento habitual do negócio, com o objetivo de posicionar a empresa para o sucesso futuro. O mais recente relatório de contas da Microsoft indica que as receitas da plataforma cresceram 12% face ao ano anterior. A Reuters sublinha que estes despedimentos não estão relacionados com a adoção de inteligência artificial, mas sim com o esforço de direcionar recursos para os setores onde se verifica um maior crescimento operacional.
À imagem de outras plataformas, a rede social tem acompanhado a tendência da inteligência artificial através do lançamento de várias funcionalidades dedicadas a melhorar os perfis e a capacidade de contacto dos utilizadores. Em paralelo, a Microsoft recorre aos dados dos utilizadores da plataforma para treinar os seus próprios modelos de inteligência artificial.
O impacto contínuo no setor tecnológico em 2026
Os dados partilhados pelo portal layoffs.fyi revelam que as empresas de tecnologia já despediram 103.571 trabalhadores ao longo de 2026. Espera-se que este valor continue a subir à medida que a integração de inteligência artificial acelera nas organizações.
No mês passado, a Microsoft anunciou que cerca de 7% da sua força de trabalho nos Estados Unidos poderia ser elegível para saídas voluntárias. A oferta foi direcionada a quadros com o cargo de diretor sénior ou inferior, cuja soma da idade e dos anos de serviço na empresa totalizasse 70 anos ou mais. A gigante do software tem realizado várias rondas de despedimentos nos últimos anos, afetando dezenas de milhares de postos de trabalho.












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