
A Honda decidiu alterar o rumo da sua estratégia a longo prazo e colocar um travão nas ambições exclusivamente focadas em veículos totalmente elétricos. Segundo as informações oficiais partilhadas pela Honda News e pela Acura News, a marca revelou os protótipos de dois novos modelos híbridos: o sedan Accord e o SUV Acura RDX.
A fabricante japonesa confirmou que vai abandonar a meta de ter um quinto das suas vendas dependentes de veículos elétricos até 2030. Da mesma forma, o objetivo de vender apenas automóveis elétricos e a pilha de combustível até 2040 foi descartado. O foco passa agora por reafetar recursos de desenvolvimento e produção para impulsionar a linha de motorizações híbridas.
Nova aposta para a próxima década
A estratégia revista da fabricante prevê o lançamento de 15 modelos híbridos de nova geração a nível global até ao final de março de 2030. A América do Norte será um dos principais mercados de foco, com a chegada de modelos de grandes dimensões previstos para 2029. O recém-anunciado Acura RDX, por exemplo, marca a estreia da marca num formato SUV equipado com a versão de próxima geração do sistema híbrido de dois motores.

Com esta nova arquitetura, a empresa espera cortar os custos do sistema híbrido em mais de 30 por cento. Este fator, aliado a uma nova plataforma e a um sistema de tração elétrica às quatro rodas, promete melhorar a poupança de combustível em mais de 10 por cento face à tecnologia lançada em 2023. Adicionalmente, a próxima geração do seu sistema avançado de assistência ao condutor tem estreia marcada para 2028 e chegará a mais de 15 modelos ao longo de cinco anos.
Ajuste na produção de baterias e perdas financeiras
O impacto desta mudança faz-se sentir também a nível industrial. A empresa está a reestruturar a capacidade das suas fábricas no estado norte-americano do Ohio para acomodar a produção de veículos a combustão e híbridos. Em colaboração com a parceira LG, parte das linhas de produção da sua fábrica conjunta, originalmente destinadas a veículos elétricos, será convertida para a criação de baterias híbridas.
Esta forte correção de trajetória surge na sequência de um ajuste financeiro pesado. Em março, a fabricante anunciou uma imparidade que pode atingir cerca de 14,7 mil milhões de euros relacionada com investimentos na área elétrica. Apesar do rombo, a empresa garante que as perdas associadas aos elétricos estarão resolvidas até 2029, altura em que voltará a reavaliar a viabilidade dos planos para este setor em 2030. Entretanto, no Japão, a expansão elétrica continuará a um ritmo mais ponderado, focada inicialmente nos pequenos veículos urbanos, com o lançamento da versão elétrica do N-BOX agendado para 2028.












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