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A adoção de ferramentas de inteligência artificial nas grandes tecnológicas está a gerar um efeito secundário indesejado e bastante dispendioso. Funcionários de empresas como a Microsoft, Meta e Amazon estão a usar intensivamente agentes inteligentes para subir nos rankings internos de produtividade, gerando faturas astronómicas no final do mês.

Segundo avança o Tom's Hardware, a prática já ganhou o nome de tokenmaxxing. Estes gigantes do setor implementaram sistemas que recompensam quem mais recorre à tecnologia, o que levou a uma corrida pelo consumo de recursos informáticos, ignorando a verdadeira utilidade e eficácia do trabalho realizado.

Agentes autónomos multiplicam os custos por mil

A inteligência artificial generativa veio substituir grande parte dos antigos assistentes virtuais, oferecendo respostas mais complexas e eficientes de forma imediata. No entanto, o verdadeiro problema atual não reside nas simples consultas de texto, mas sim na utilização de agentes autónomos para gerir tarefas diárias complexas.

Estas ferramentas conseguem chegar a consumir mil vezes mais tokens do que um modelo tradicional de geração de texto. Quando os colaboradores começam a usar vários destes agentes em simultâneo apenas para inflacionar as suas métricas de utilização interna, o impacto financeiro torna-se insustentável.

O futuro passa pela monitorização nas empresas

A situação atingiu proporções tão invulgares que um diretor da NVIDIA admitiu que a sua equipa gastava mais recursos nas plataformas do que o valor dos seus próprios salários. Como resposta a esta realidade emergente, a empresa estabeleceu a atribuição de limites de tokens equivalentes a metade do salário anual, permitindo que os trabalhadores pudessem gerir e até rentabilizar essa quota.

Com os rankings corporativos a privilegiarem os que mais interagem com a inteligência artificial, o bom senso passou para segundo plano. Mais cedo ou mais tarde, as corporações vão perceber que esta abordagem desenfreada não é viável a longo prazo e terão de implementar políticas rigorosas de monitorização e limites de utilização para travar gastos absolutamente desnecessários.

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