
A Lynk & Co, a marca de luxo pertencente ao grupo Geely, iniciou no dia 29 de maio de 2026 as vendas das suas novas berlinas elétricas de formato médio a grande, batizadas como série Lynk & Co 10. De acordo com os dados avançados pelo prestigiado portal ArenaEV, este lançamento estratégico visa atacar o disputado segmento de veículos elétricos premium. Para satisfazer diferentes perfis de utilizadores, a construtora dividiu a gama em duas propostas muito distintas: o modelo convencional 10, talhado para uma condução diária requintada, e o musculado 10+, desenvolvido especificamente para os entusiastas de prestações em pista.
Para assinalar a introdução destes novos modelos, a empresa avançou com uma campanha promocional temporária. Na linha padrão Lynk & Co 10, a versão base 701 Long Range Max arranca com um preço oficial de 183 900 RMB (cerca de 23 100 euros), descendo para os 169 900 RMB (aproximadamente 21 300 euros) durante o período de lançamento. Quem optar pela variante 701 Long Range Ultra encontrará uma tabela oficial de 189 900 RMB (23 900 euros), que se reduz para os 175 900 RMB (22 100 euros) na promoção. Por fim, a opção com motor único e maior autonomia, a 816 Ultra Long Range, apresenta um preço de tabela de 205 900 RMB (25 900 euros) e um valor promocional de 191 900 RMB (24 100 euros). Importa salientar que estes valores servem apenas como referência para o mercado asiático, sendo expectável que uma eventual chegada a Portugal envolva custos superiores devido a taxas aduaneiras e impostos locais.
Design desportivo e tecnologia Flyme Auto no habitáculo
No plano estético, as novas berlinas adotam uma assinatura visual própria batizada de The Next Day. A secção dianteira ostenta um para-choques desportivo que herda traços diretos dos modelos de competição TCR da marca, complementado por uma grelha de admissão de ar ativa e oculta que dita o fluxo aerodinâmico ideal. Em termos de volumetria, os veículos partilham os mesmos 5050 mm de comprimento, 1966 mm de largura e 1468 mm de altura, com uma distância entre eixos fixada nos 3005 mm. O focado 10+ demarca-se com elementos exclusivos como jantes forjadas leves de 21 polegadas, travões de alta performance Brembo com pinças de quatro pistões e pneus de elevada aderência Michelin PS EV.
Ao entrarmos no habitáculo, encontramos uma disposição interior requintada assente no conceito Morning Light Rhythm. O condutor beneficia de um painel de instrumentos digital de 12,7 polegadas, ladeado por um sistema de projeção no para-brisas com realidade aumentada de 25,6 polegadas. A gestão das funcionalidades faz-se através do ecrã tátil central de 15,4 polegadas, cujo desempenho é assegurado por um processador topo de gama 8295 que corre o sistema operativo Flyme Auto 2. A cabine conta com quatro bancos ergonómicos, estando os dianteiros equipados com funções de aquecimento, ventilação e massagens terapêuticas profundas, complementados por um sistema de áudio de alta fidelidade com 23 altifalantes e 1600 watts de potência total.
Prestações mecânicas e carregamento ultra-rápido inovador
No que toca à mecânica, as configurações com tração traseira oferecem duas opções de motor único. O propulsor de entrada debita 300 kW (402 cavalos), completando o arranque dos 0 aos 100 km/h em 5,9 segundos. A especificação superior eleva a potência para os 370 kW (496 cavalos), reduzindo a aceleração para os 5,2 segundos e garantindo uma autonomia máxima de 816 quilómetros no ciclo de testes oficial da China.

Contudo, a grande inovação desta arquitetura de 900V reside na sua velocidade de carregamento, conseguindo destronar soluções concorrentes como a tecnologia da BYD. Quando ligado a um posto ultra-rápido compatível, o veículo consegue repor a energia dos 10% aos 80% em escassos 5,5 minutos, ao passo que a variante de menor voltagem necessita de 10,5 minutos para o mesmo processo.
Para os condutores mais exigentes, o Lynk & Co 10+ disponibiliza tração integral alimentada por dois motores elétricos. Este conjunto entrega uma potência avassaladora de 680 kW (912 cavalos) e 913 Nm de binário, arremessando o pesado automóvel até aos 100 km/h em apenas 3,2 segundos, embora a autonomia máxima caia para os 536 quilómetros por carga. A estabilidade dinâmica é garantida por uma suspensão independente de triângulos duplos no eixo dianteiro e multibraços no traseiro, gerida eletronicamente por amortecimento variável contínuo.

Condução inteligente com chips Nvidia e desafios de rede
A segurança ativa e a assistência ao condutor estão estruturadas em dois níveis independentes. O pacote inicial assenta no sistema G-ASD G-Pilot Haohan H5, movido por um processador da [Nvidia](https://tugatech.com.pt/t84537-nvidia-n1-e-n1x-revelam-especificacoes-para-a-nova-geracao-de-portateis-windows} Orin-Y com capacidade de processamento de 200 TOPS, que trabalha em conjunto com um sensor LiDAR montado no tejadilho para guiar o carro de forma autónoma em autoestradas, perímetros urbanos e manobras de estacionamento. Nos modelos topo de gama, a marca introduz o ecossistema H7, propulsionado pelo chip Nvidia Thor de 700 TOPS, que utiliza um modelo de linguagem avançado para interpretar visualmente o cenário rodoviário mundial e antecipar perigos em tempo real.
O preço das variantes mais desportivas reflete esta dotação tecnológica, com o modelo AWD Sport a custar oficialmente 233 900 RMB (29 400 euros) — reduzido para 219 900 RMB (27 600 euros) na campanha — e o topo de gama AWD Racing a fixar-se nos 249 900 RMB (31 400 euros), com desconto de lançamento para 235 900 RMB (29 600 euros).
Apesar dos argumentos fortes, este lançamento coincide com um momento de menor fulgor comercial para a insígnia, que viu as suas vendas globais de veículos eletrificados recuarem 17,6% em abril face ao período homólogo, fixando-se nas 12 533 unidades. Adicionalmente, tirar partido do carregamento recorde de 5,5 minutos poderá ser um desafio imediato, visto que a infraestrutura pública de alta potência da Geely ainda se encontra muito atrás da concorrência direta












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