
A eventual fusão entre a Tesla e a SpaceX poderá servir de atalho para ativar de forma automática o pacote salarial de um bilião de dólares de Elon Musk. Esta possibilidade, avançada pelo site Electrek, baseia-se numa cláusula contratual pouco divulgada que elimina a necessidade de cumprir metas operacionais em caso de alteração de controlo das empresas.
A cláusula oculta que ignora metas operacionais
No final do ano passado, os acionistas da Tesla aprovaram o maior acordo de compensação para um diretor executivo na história corporativa. Originalmente, o plano dividia-se em 12 tranches vinculadas a metas rigorosas, exigindo que a empresa vendesse 20 milhões de veículos, alcançasse 10 milhões de subscrições do sistema de condução autónoma total e produzisse um milhão de robôs humanoides.
Contudo, uma secção do contrato dedicada à alteração de controlo estabelece que, em caso de aquisição ou fusão, as metas operacionais são completamente desconsideradas. Em vez disso, apenas a capitalização de mercado passa a ser avaliada. Com as ações da fabricante a serem negociadas com um rácio de preço sobre lucros extraordinariamente elevado, os rumores de uma união com a SpaceX poderiam inflacionar ainda mais os valores e ativar o pagamento sem que qualquer produto seja efetivamente vendido.
O impacto financeiro e o descontentamento dos investidores
Esta estratégia segue um padrão de movimentações financeiras internas já observado noutras empresas do empresário. Em 2022, a aquisição do Twitter por 44 mil milhões de dólares foi seguida, em 2025, por uma transferência de ativos avaliada em 45 mil milhões de dólares para a xAI, que posteriormente foi vendida à empresa aeroespacial, após investimentos diretos da fabricante de automóveis.
Uma recente alteração nas regras da NASDAQ permite que a empresa de foguetões seja listada no índice apenas dez dias após a oferta pública inicial, acelerando a entrada de capital de fundos de investimento passivos e de reformas. Esta diluição acionista gerou críticas de grandes entidades financeiras europeias, como o fundo dinamarquês AkademikerPension, que recusou participar na operação apontando falhas graves na governação corporativa.












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