
O CEO da Secretlab revelou que a empresa não tem qualquer intenção de usar a inteligência artificial no design dos seus produtos, preferindo confiar no talento humano para combater a vaga crescente de falsificações no mercado. Segundo a entrevista concedida à PC Gamer, Ian Ang abordou o caminho percorrido pela marca e os desafios impostos por rivais desleais.
Há umas décadas, as cadeiras para o PC não eram sequer consideradas periféricos relevantes. Os utilizadores recorriam ao que tinham à mão, fosse a cadeira da cozinha ou o assento do quarto. Hoje, a realidade é bem diferente. Para quem trabalha a partir de casa ou joga durante horas a fio, ter um espaço confortável e ergonómico tornou-se um requisito vital para prevenir dores e problemas físicos.
O combate aos clones e patentes
A história da empresa começou em 2014, quando Ian Ang e Alaric Choo sentiram dificuldades em encontrar uma cadeira que lhes agradasse para os videojogos. A solução foi simples: criá-la eles mesmos. Desde os primeiros projetos como a Throne, até aos sucessos das linhas Omega, Titan e Titan Evo, o percurso foi de expansão contínua. Pelo caminho, estabeleceram colaborações sonantes com franquias como Game of Thrones, Harry Potter, Diablo 4, One Piece e Valorant.
No entanto, o sucesso chamou a atenção de quem procura atalhos. A marca depara-se com um aumento constante de cópias e o responsável máximo admite que as falsificações são um problema grave. A situação gera frustração na equipa de design, que vê o seu esforço ser plagiado e colocado à venda por valores mais baixos. Como resposta a esta ameaça, a fabricante passou a registar patentes ativamente para produtos como a Titan Evo, os suportes de monitor e os repousa-pés, protegendo legalmente as criações assinadas pelo chefe de design industrial, Vincent Sin.
O fator humano contra a máquina
Outro ponto fraturante na indústria tecnológica atual é a pressão constante para a adoção de algoritmos gerativos. Enquanto muitas empresas abraçam estas ferramentas para criar conceitos e experimentar protótipos de forma rápida, o executivo da Secretlab segue a direção oposta. Ele sublinha que a companhia não precisa destas soluções automáticas no seu fluxo de trabalho.
A preferência recai inteiramente sobre os designers de carne e osso, permitindo-lhes desenvolver as suas próprias invenções sem intervenção de uma máquina. Ang nota que esta liberdade criativa é um privilégio direto da sua estrutura corporativa. Por serem uma entidade independente, conseguem evitar as imposições do mercado, garantindo que, se fossem detidos por investidores externos, a adoção destas ferramentas já lhes teria sido forçada há bastante tempo.












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