
A autoridade da concorrência britânica ordenou que a Google implemente profundas alterações no seu serviço de pesquisa no Reino Unido, obrigando a gigante tecnológica a partilhar o funcionamento do seu algoritmo de classificação de resultados e a permitir que os utilizadores exportem os seus dados para plataformas concorrentes. Conforme anunciado em comunicado oficial pela Competition and Markets Authority (CMA), a empresa liderada pela Google terá de cumprir dois novos requisitos de conduta concebidos para assegurar a transparência e a equidade no mercado digital.
Transparência total nos resultados orgânicos
O primeiro requisito estipulado pelo regulador britânico exige que a Google melhore a justiça na forma como ordena os resultados de pesquisa. A empresa está obrigada a utilizar critérios puramente objetivos e não discriminatórios para classificar os resultados orgânicos, uma regra que se estende também às respostas geradas pelas denominadas AI Overviews, ficando excluídos apenas os resultados patrocinados.
Além disso, a tecnológica terá de fornecer mais informações às empresas sobre os mecanismos que influenciam o posicionamento das páginas web e dar avisos prévios sempre que pretenda introduzir atualizações significativas no sistema. Para resolver diferendos, a Google deve ainda disponibilizar canais claros para que os negócios possam contestar as classificações de forma eficaz. O prazo limite estabelecido pela CMA para a entrega e aplicação destas regras associadas ao algoritmo é de seis meses.
Portabilidade de dados em três meses
A segunda exigência da autoridade foca-se na abertura de dados, com um prazo de execução mais curto, de apenas três meses. A Google terá de permitir que os utilizadores transfiram o seu histórico de pesquisa para terceiros autorizados, como plataformas de recompensas, empresas de cupões de desconto ou serviços com ofertas personalizadas.
Segundo o regulador, várias entidades externas demonstraram forte interesse em aceder a estas informações para desenvolver soluções competitivas no mercado e oferecer recursos personalizados aos consumidores, tais como sugestões de viagens à medida ou promoções de compras mais relevantes. Com esta medida, a CMA espera mitigar o domínio absoluto que a Google mantém no setor da pesquisa e fomentar a inovação através de soluções alternativas criadas por empresas independentes.












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