
A Microsoft decidiu retomar uma das suas medidas mais discutidas, reativando a instalação automática da aplicação Microsoft 365 Copilot em computadores compatíveis. De acordo com as informações avançadas pelo portal Windows Latest, esta distribuição em segundo plano tinha sido interrompida temporariamente em março devido a uma falha técnica, mas regressa de forma gradual entre meados de junho e meados de julho de 2026. A medida foca-se essencialmente em máquinas que corram as ferramentas de produtividade habituais da empresa e possuam hardware preparado para inteligência artificial.
Integração forçada através das atualizações do sistema
A aplicação em causa funciona como uma central de controlo para as diversas ferramentas inteligentes da empresa, unindo serviços como o Word, o Excel e o PowerPoint. Em vez de disponibilizar o utilitário como um descarregamento opcional na loja oficial, a tecnológica optou por embutir a instalação diretamente no atualizador das aplicações de escritório. Isto significa que o processo decorre em segundo plano, sem interromper o trabalho de quem está em frente ao ecrã. No entanto, o procedimento exige hardware específico, aplicando-se apenas a computadores equipados com uma unidade de processamento neural (NPU).
Para o ecossistema corporativo, mantém-se uma separação clara entre o acesso gratuito ao chat básico e as capacidades avançadas associadas a licenças pagas direcionadas para dados empresariais através do Microsoft Graph. Esta estratégia de colocar a inteligência artificial no centro do Windows 11 tem gerado reações mistas na comunidade, sendo encarada por vários utilizadores como uma imposição de software invasivo.
Utilizadores europeus protegidos pelas regras locais
Apesar do caráter obrigatório desta atualização à escala global, os clientes integrados no Espaço Económico Europeu não precisam de se preocupar com esta distribuição automática. A regulamentação local e as salvaguardas planeadas desde os primeiros passos da implementação em anos anteriores deixaram este mercado explicitamente de fora das instalações forçadas.
Na prática, isto garante que os utilizadores e empresas em Portugal não vão receber o utilitário sem o seu consentimento ou configuração manual. Esta exclusão geográfica surge como um alívio para quem prefere manter a gestão rigorosa sobre as ferramentas instaladas no seu sistema operativo, escapando a uma imposição que avança sem travões no resto do mundo.












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