
A decisão da produtora responsável pelo novo capítulo da saga Grand Theft Auto de remover os discos das edições físicas está a gerar uma forte onda de protestos no retalho. Em Portugal, várias lojas especializadas começaram a boicotar as pré-reservas do aguardado jogo, recusando-se a vender caixas vazias que contêm apenas um pedaço de papel com um código para o descarregamento digital nas consolas.
O caso ganhou particular tração a nível nacional após a conhecida retalhista Press Start publicar um comunicado oficial a anunciar a suspensão imediata da aceitação de novas pré-reservas para o título. Na mensagem partilhada com os seus clientes, a empresa sublinha que não se revê nesta estratégia de comercialização, alertando para a desvalorização do formato tradicional e para o precedente preocupante que esta medida cria para a indústria. No entanto, a loja garantiu que quem já tinha efetuado a sua encomenda antes desta tomada de posição não precisa de se preocupar, assegurando que as reservas anteriores serão integralmente respeitadas e entregues.
O fim do formato físico como o conhecemos
Esta insatisfação surge na sequência da alteração promovida pela Rockstar Games no seu modelo de negócio. Ao chegar às prateleiras, a versão em caixa daquele que é um dos lançamentos mais antecipados da década não incluirá qualquer suporte ótico. Na prática, os consumidores deslocam-se a uma loja para adquirir uma embalagem plástica que alberga exclusivamente um código impresso, obrigando à posterior transferência de dezenas de gigabytes através da internet para poderem aceder ao GTA.
Impacto no mercado português e postura dos jogadores
Para o consumidor em Portugal, esta transição levanta questões pertinentes sobre o real valor da propriedade e a preservação a longo prazo dos seus títulos. A eliminação do disco retira a possibilidade de revender a obra no mercado de usados ou de a emprestar a amigos, sendo essa uma das grandes vantagens históricas para quem sempre preferiu as estantes cheias de caixas em vez das bibliotecas digitais.
Ao apoiarem lojas independentes neste tipo de boicotes, muitos utilizadores demonstram o seu claro descontentamento perante uma tática que mantém o preço cobrado por uma novidade intacto, mas reduz drasticamente os custos de produção e logística para a criadora. Resta agora aguardar para observar se outras superfícies comerciais de grande dimensão a operar no nosso país irão seguir o exemplo destes espaços especializados, forçando a produtora a repensar a sua abordagem à distribuição europeia.












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