
A fornecedora de serviços de correio eletrónico Fastmail anunciou o lançamento de uma infraestrutura de dados dedicada em Amesterdão, nos Países Baixos. A iniciativa, com arranque marcado para o próximo mês de agosto, surge como uma resposta direta à crescente exigência de empresas e organizações europeias que procuram maior previsibilidade e controlo sobre a localização geográfica do armazenamento dos seus recursos digitais. O anúncio coincide com um período de intenso debate no velho continente acerca da forte dependência tecnológica face às grandes corporações norte-americanas.
Segundo explicou a empresa em comunicado, as organizações na Europa enfrentam uma fiscalização cada vez mais apertada no que toca à governação de dados e às transferências transfronteiriças de ficheiros confidenciais. Desta forma, a retenção da infraestrutura de email dentro do espaço comunitário permite simplificar os processos de conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) e reduzir a complexidade operacional dos negócios locais.
Controlo direto do hardware e replicação
O modelo de funcionamento desenhado pela Fastmail dita que a cópia primária dos dados dos utilizadores passará a ficar alojada em solo europeu. Contudo, para salvaguardar a segurança e a integridade da informação em caso de falha, todos os conteúdos serão replicados para os Estados Unidos. Na prática, o novo centro de dados de Amesterdão vai operar em paralelo com a infraestrutura que a marca já detém no território americano.
Um dos argumentos diferenciadores destacados pela tecnológica assenta no facto de a Fastmail não depender da infraestrutura digital de terceiros. A empresa é proprietária e operadora do seu próprio hardware, o que lhe confere total autonomia e controlo direto sobre o desempenho técnico, os protocolos de segurança e o manuseamento de informação sensível.
Transição automática em agosto
Em declarações integradas no anúncio oficial, Bron Gondwana, CEO da Fastmail, afirmou que as organizações não devem ser forçadas a escolher entre privacidade, desempenho e conformidade legal. O executivo sublinhou que oferecer aos clientes a opção de manter a cópia principal dos seus dados guardada na mesma jurisdição onde operam é uma decisão que descomplica os requisitos regulatórios.
A partir de agosto, todos os atuais clientes da Fastmail que possuam uma morada de faturação registada na Europa serão integrados de forma automática no novo centro de dados de Amesterdão. Por sua vez, os novos utilizadores que subscrevam o serviço na região passam a poder selecionar a localização europeia no momento do registo.












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