
A inteligência artificial continua a integrar-se nas ferramentas nativas dos sistemas operativos. Segundo a informação partilhada no Windows IT Pro Blog, a Microsoft prepara-se para atualizar o Gestor de Tarefas do Windows 11, introduzindo a capacidade de monitorizar a utilização da NPU (Unidade de Processamento Neural) de forma individual para cada processo. A mecânica será semelhante à já existente para a apresentação dos consumos de CPU, disco e memória.
A NPU é um componente de hardware focado na execução de tarefas de aprendizagem de máquina, assumindo-se como uma exigência obrigatória para a certificação Copilot+ PC. O Gestor de Tarefas também irá reportar a atividade do "neural engine" nas placas gráficas (GPU) que incluam esta tecnologia, oferecendo os dados no separador Processos e acompanhando a evolução temporal no separador Desempenho.
Foco no hardware local
Para os utilizadores cuja interação com ferramentas de IA se baseia em serviços na nuvem — como o ChatGPT, Claude ou Gemini —, esta alteração não terá qualquer reflexo prático. O processamento destas plataformas ocorre em servidores remotos das respetivas empresas, mantendo o consumo local de NPU inalterado.
O diagnóstico em diferentes arquiteturas
A empresa não revelou a data exata de chegada da ferramenta nem em que build estará acessível, adiantando apenas que o recurso será disponibilizado em "alguns dispositivos mais novos".
A novidade tem como alvo três públicos principais: profissionais de TI interessados em diagnosticar e reportar falhas de desempenho; programadores que procurem validar se os seus modelos utilizam a plataforma de hardware correta; e utilizadores avançados com o objetivo de melhorar a autonomia e a velocidade da máquina. Para análises mais profundas, o separador de Detalhes vai integrar dados sobre a memória partilhada e dedicada da NPU e GPU, facilitando a identificação de estrangulamentos motivados pela ausência de drivers ou problemas de compatibilidade de dados.
A interpretação destas métricas, contudo, poderá exigir cautela. A comunidade do Windows Forum nota que a atual multiplicidade tecnológica do mercado — que abrange estações de trabalho com GPU dedicada, gráficos integrados da Intel e AMD, ou portáteis ARM com NPU da Qualcomm — resulta em padrões de memória muito distintos. Esta variedade arquitetónica implica que ferramentas de diagnóstico avançadas continuem a ser indispensáveis, ainda que o Gestor de Tarefas passe a figurar como um ponto de partida útil na monitorização inteligente do sistema.







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