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China contra-ataca: novo software quer libertar a Huawei e a indústria de chips das sanções dos EUA em Qui 16 Out 2025 - 15:48

DJPRMF

bandeira da china com robot de IA em frente

A guerra tecnológica entre os Estados Unidos e a China acaba de ganhar um novo e crucial capítulo. Numa jogada que visa atacar diretamente um dos principais pontos de dependência da indústria chinesa, foi revelada uma nova solução de software que promete alterar o equilíbrio de forças no mercado dos semicondutores.

EDA: O software que dita as regras no mundo dos chips

Para se conseguir desenhar qualquer tipo de processador ou circuito integrado, é absolutamente indispensável o uso de software de Automatização de Design Eletrónico (EDA). Estas são as ferramentas que transformam a visão de um engenheiro no plano de fabrico detalhado que gigantes como a TSMC utilizam para produzir os chips fisicamente.

Este setor tem sido, historicamente, um oligopólio dominado por três empresas norte-americanas: Synopsys, Cadence e Siemens EDA. Este domínio deu aos Estados Unidos uma arma poderosa, que foi usada para "estrangular" a indústria chinesa de semicondutores ao proibir a venda desta tecnologia crítica à China. Afinal, de pouco serve ter as fábricas se não é possível desenhar os produtos.

A resposta chinesa para a autossuficiência

Agora, a China parece ter encontrado uma resposta. Uma empresa chinesa chamada Qiyunfang, fundada apenas em 2023, revelou recentemente duas novas plataformas de software EDA, conforme partilhado por Taylor Ogan. A Qiyunfang não é uma startup comum; é uma subsidiária da SiCarrier, uma empresa com fortes ligações à Huawei e que conta com apoio financeiro do estado chinês.

China chip em bandeira

As novas soluções da Qiyunfang oferecem alternativas nacionais para fases cruciais do desenvolvimento, como o desenho esquemático e o desenho de placas de circuito impresso (PCBs). Mais importante ainda, todo este ecossistema funciona sobre uma base de software inteiramente chinesa, desde o sistema operativo à base de dados, criando um ambiente imune a futuras sanções.

O longo caminho para a independência total

Apesar deste ser um avanço significativo no campo do software, a China ainda enfrenta obstáculos monumentais no que toca ao fabrico dos chips mais avançados. A produção em massa de semicondutores de 3 nm ou 5 nm continua, por agora, fora do seu alcance, devido à dependência de equipamentos de litografia de ultravioleta extremo (EUV).

No entanto, as novas ferramentas de EDA são perfeitamente adequadas para o desenvolvimento de chips de processos mais maduros, que continuam a ser vitais e largamente utilizados em setores como o automóvel e a indústria transformadora, onde a procura é massiva.

A meta da China é clara: alcançar a independência total e a liderança em tecnologias do futuro, como a inteligência artificial, a robótica e, claro, a produção de semicondutores. Com este passo, o gigante asiático demonstra que está determinado a fazer da dependência tecnológica uma memória do passado.



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