
A cápsula Integrity da missão Artemis II já deixou a órbita terrestre. De acordo com um comunicado oficial da NASA, o motor principal da nave Orion concluiu com sucesso uma ignição crucial de seis minutos. Esta manobra gerou cerca de 6000 libras de impulso, garantindo a aceleração necessária para colocar a nave na sua trajetória correta.
O regresso humano ao espaço profundo
Este é um momento marcante para a exploração espacial, já que é a primeira vez que seres humanos saem da órbita do nosso planeta desde o fim do programa Apollo com a missão Apollo 17 em 1972. Lori Glaze, representante da sede da agência em Washington, destacou que a nave está a operar com tripulação pela primeira vez no espaço, o que permite recolher dados críticos e aprender com cada fase da viagem. O comandante Reid Wiseman descreveu a experiência de observar o globo completo de polo a polo como um momento espetacular.
A descolagem aconteceu no dia 1 de abril, às 23:35 no horário de Portugal Continental, após alguns atrasos iniciais provocados por uma fuga de hidrogénio e um problema relacionado com o hélio. Esta marca a primeira viagem tripulada do programa Artemis.
Pequenos contratempos não afetam a viagem
Apesar do sucesso geral do lançamento, as primeiras horas no espaço trouxeram alguns obstáculos práticos. Pouco depois da partida, os astronautas reportaram um problema com a sanita a bordo, que acabou por ser solucionado pela tripulante Christina Koch.
Mais tarde, o comandante Wiseman informou o centro de controlo de que a equipa estava a ter dificuldades na utilização do Outlook através de um dispositivo Surface Pro. Apesar destes incidentes, as situações foram rapidamente geridas e não vão impedir a equipa de alcançar os objetivos estipulados para a missão.
A viagem de dez dias é composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o astronauta da Agência Espacial Canadiana, Jeremy Hansen. No dia 6 de abril, a cápsula vai passar pelo lado oculto da Lua, uma região nunca antes vista diretamente por olhos humanos. Durante esta fase da viagem, a tripulação irá captar fotografias e partilhar as suas próprias observações da superfície lunar.












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