
A análise da evolução das frequências dos processadores móveis entre 2015 e 2025 mostra um cenário claro: a TSMC e a ASML mantêm uma vantagem esmagadora sobre a indústria chinesa. De acordo com os dados partilhados por uma publicação no X, as restrições impostas pelos Estados Unidos travaram o ímpeto da China, deixando as suas produtoras de semicondutores incapazes de acompanhar a velocidade de relógio alcançada pelas rivais ocidentais e taiwanesas no mercado mobile.
O fosso tecnológico no mercado de semicondutores
No panorama mundial, apenas um número muito reduzido de fundições tem a capacidade tecnológica para fabricar as bolachas de silício que dão vida aos desenhos de gigantes como a Apple, NVIDIA ou AMD. A TSMC lidera este mercado de forma isolada, seguida de perto pela Samsung Foundry. Mais atrás na corrida encontram-se alternativas como a GlobalFoundries, UMC, SMIC e HuaHong. Embora as fabricantes chinesas deste grupo tenham crescido significativamente nos últimos anos, a sua capacidade de criar nós avançados para dispositivos móveis continua muito longe do topo.
Quando os Estados Unidos aplicaram o bloqueio à exportação de chips, a China viu-se obrigada a investir de forma massiva na sua produção local e em investigação e desenvolvimento. Este esforço conjunto entre a SMIC e a Huawei resultou num feito notável para a indústria local: a criação de processadores de 7 nm. Contudo, a enorme vantagem da TSMC reside no uso de nós de fabrico muito mais avançados e na liderança absoluta em eficiência energética, impulsionada pelo acesso direto às máquinas de litografia da ASML.

A escalada vertiginosa dos GHz numa década
Observando o percurso entre 2015 e 2025, os dados revelam que a China já esteve a par da concorrência. Em 2015, não existiam grandes disparidades nas frequências dos processadores móveis a nível global. A verdadeira fratura começou a desenhar-se em 2017, quando o Snapdragon 845 da Qualcomm ultrapassou a barreira dos 2,6 GHz, forçando a restante indústria a demorar cerca de três anos a alcançar o mesmo patamar de desempenho.
A Huawei ainda conseguiu atingir um momento de glória em 2021 com o Kirin K9000, que ultrapassou os 3 GHz. No entanto, o peso das sanções norte-americanas afundou este progresso, fazendo com que as frequências da marca caíssem para a casa dos 2,5 GHz em 2024 e recuperassem ligeiramente para cerca de 2,7 GHz no modelo K9030 de 2025.
Em contraste absoluto com o mercado chinês, o Apple A15 Pro e o MediaTek Dimensity 9500 encontram-se na marca dos 4,2 GHz. O domínio atual da velocidade pertence inquestionavelmente à Qualcomm, com o seu processador de topo Snapdragon 8 Elite Gen 5 a exceder os 4,5 GHz, preparando já o terreno para atingir a barreira dos 5 GHz na sua futura sexta geração. Fica claro que, sem acesso a equipamento de litografia EUV de última geração, as fabricantes chinesas continuarão impossibilitadas de competir de igual para igual neste escalão de desempenho.












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