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A dona do Facebook e do Instagram prepara-se para reduzir drasticamente a sua força de trabalho ao longo de 2026, com a primeira fase a arrancar já no dia 20 de maio. De acordo com informações avançadas pela Reuters, esta decisão afeta cerca de 10% dos colaboradores da empresa, o que se traduz em aproximadamente 8.000 postos de trabalho eliminados, num movimento impulsionado pela reconfiguração interna e aposta crescente em novas ferramentas digitais.

O preço da reorganização tecnológica

A liderança sob o comando de Mark Zuckerberg tem vindo a canalizar recursos avultados para o desenvolvimento de soluções inteligentes, alterando profundamente a estrutura das operações diárias. Fontes familiarizadas com o processo indicam que a Meta não planeia ficar por aqui, estando previstas novas vagas de saídas para a segunda metade do ano, cujo impacto ainda carece de definição oficial.

Este não é um caso isolado no atual panorama corporativo norte-americano. O foco na automação tem ditado tendências semelhantes noutras gigantes do setor. A título de exemplo, a Amazon dispensou cerca de 30.000 funcionários, enquanto a fintech Block reduziu o seu quadro a quase metade, ambas alegando ganhos de eficiência alcançados através da inteligência artificial. Os números da plataforma Layoffs.fyi refletem este cenário sombrio, contabilizando já mais de 73.000 postos de trabalho extintos na indústria tecnológica desde o início do ano, num contraste com os 153.000 registados durante todo o ano de 2024.

Finanças sólidas não evitam os cortes

Esta reestruturação constitui a maior redução de quadros na tecnológica desde a fase apelidada de "ano da eficiência", que ocorreu entre o final de 2022 e os primeiros meses de 2023, período em que 21.000 colaboradores foram dispensados para compensar um crescimento insustentável gerado pela pandemia.

Contudo, ao contrário dessa época marcada por incerteza, a empresa encontra-se agora numa posição bastante robusta. O último ano fechou com receitas a superar a fasquia dos 200 mil milhões de dólares e lucros na ordem dos 60 mil milhões de dólares. Com cerca de 79.000 trabalhadores contabilizados no final de dezembro, o grande objetivo atual passa por achatar a hierarquia corporativa.

Para isso, ocorreram mexidas internas recentes, como ajustes estruturais na divisão Reality Labs e a fundação de uma unidade denominada Applied AI, focada exclusivamente em criar agentes virtuais capazes de programar e executar tarefas complexas de forma autónoma. Adicionalmente, alguns dos atuais funcionários deverão ser realocados para a recém-criada Meta Small Business, concebida no âmbito desta ampla transformação.

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