
A xAI está a utilizar quase meia centena de turbinas a gás natural no seu centro de dados no Mississípi, nos Estados Unidos, conforme avançou o portal Mississippi Today. Estas centrais elétricas não estão a ser fiscalizadas pelas autoridades estatais devido a uma lacuna legal que as classifica como equipamentos móveis, permitindo à empresa de Elon Musk evitar as normas de poluição atmosférica.
A lacuna legal das turbinas móveis
A estratégia da xAI passa por manter as turbinas montadas em reboques de plataforma plana. Para o estado do Mississípi, este detalhe técnico confere um estatuto de mobilidade às unidades, o que lhes permite operar durante um ano inteiro sem estarem sujeitas às regulações ambientais rigorosas aplicadas a instalações fixas.
Contudo, esta interpretação está a ser contestada judicialmente. O Southern Environmental Law Center, em representação da NAACP, argumenta que a operação viola a lei federal. Segundo os queixosos, mesmo que as centrais elétricas estejam sobre rodas, a sua função e permanência no local deveriam torná-las sujeitas aos mesmos controlos de emissões que qualquer outra infraestrutura energética estacionária.
Pressão judicial e poluição atmosférica
A NAACP já solicitou ao tribunal uma providência cautelar contra a xAI, alegando que as emissões sem controlo destas dezenas de turbinas estão a degradar severamente a qualidade do ar numa região que já sofre com elevados níveis de poluição. A organização sublinha que a saúde dos residentes locais está a ser colocada em segundo plano para alimentar as necessidades energéticas da inteligência artificial.
Até ao momento, a xAI obteve licenças oficiais apenas para 15 das suas turbinas. Embora comunicados anteriores sugerissem que o número de unidades no local iria estabilizar, a empresa continuou a expandir a instalação. Atualmente, estão em funcionamento 46 turbinas a gás natural, um número que reflete a escala massiva de consumo do projeto tecnológico no Mississípi.












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