
A ambição do metaverso pode não ter corrido como a empresa planeou, mas o jogo de fitness em realidade virtual Supernatural sobreviveu à tempestade. A aplicação vai passar a ser gerida de forma independente, conforme detalhado no site oficial We Are Supernatural, salvando a comunidade de um encerramento anunciado.
Após os protestos dos utilizadores contra a estagnação da plataforma, a Meta decidiu entregar as rédeas do projeto à recém-criada Supernatural Health. Esta nova entidade entra em funções mais tarde este ano e é liderada pelos fundadores originais da aplicação. A equipa garante que a estrutura central se mantém intacta, preservando os mesmos treinadores e o objetivo de tornar o exercício físico num momento de diversão diária.
Uma aquisição atribulada e dispendiosa
A história do jogo é autêntica montanha-russa corporativa. Em 2023, a empresa de Mark Zuckerberg enfrentou uma batalha judicial de oito meses contra as autoridades reguladoras norte-americanas para conseguir comprar a Within, o estúdio responsável pelo título. O negócio esteve avaliado em cerca de 370 milhões de euros, um valor que não inclui as pesadas despesas legais do processo.
Apesar de todo o esforço financeiro e jurídico para garantir a aquisição, o desfecho parecia negro. Pouco tempo após a compra, a gigante tecnológica avançou com despedimentos significativos na equipa de realidade virtual e anunciou a interrupção no desenvolvimento de novos conteúdos para a plataforma, gerando receios de que a aplicação fosse abandonada.
A vitória da comunidade de utilizadores
Perante o cenário de declínio, a comunidade de fãs fez ouvir a sua voz e a empresa tecnológica recuou numa decisão pouco comum no mercado. A criação da Supernatural Health reflete o reconhecimento de que os jogadores estariam melhor servidos por uma equipa focada e independente.
A notícia foi recebida com grande alívio entre os entusiastas. Num grupo público do Facebook dedicado à aplicação, vários utilizadores partilharam a sua emoção e confessaram que, após os despedimentos, temeram que a aquisição servisse apenas para eliminar a plataforma. Agora, com os fundadores originais novamente ao leme, o projeto ganha um novo fôlego fora do domínio das grandes tecnológicas.







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