
O panorama das plataformas de streaming em Portugal sofreu alterações interessantes durante o segundo trimestre de 2026, revelando novas tendências no consumo de vídeo por subscrição. De acordo com o relatório trimestral publicado pela JustWatch, os utilizadores portugueses estão a demonstrar um interesse crescente por serviços alternativos, impulsionando o desempenho de marcas em ascensão no mercado nacional.
Apple TV+ e HBO Max ganham terreno
A Apple TV+ assumiu o papel de principal destaque neste estudo ao registar o maior crescimento anual do mercado português. A plataforma subiu um ponto percentual em termos trimestrais e avançou dois pontos percentuais em termos homólogos, alcançando uma quota de 12%. Para quem consome cinema e séries em Portugal, este cenário reflete um investimento visível do serviço na atração de novos assinantes através do seu catálogo exclusivo.
Por sua vez, a HBO Max escalou até à quarta posição, detendo agora 14% do mercado. O serviço conseguiu arrecadar mais um ponto percentual face ao ano anterior, igualando o ritmo de crescimento anual da Disney Plus, que se fixa no segundo lugar com 19% de quota de mercado após também somar um ponto percentual no mesmo período.

Netflix mantém liderança isolada
Apesar das investidas da concorrência, a Netflix continua a segurar de forma confortável a liderança do setor em Portugal, fechando o trimestre com 22% de quota de mercado. Embora tenha permanecido estável nos últimos três meses, a gigante do entretenimento sofreu uma quebra de dois pontos percentuais na comparação anual.

Uma tendência idêntica de recuo foi partilhada pela Amazon Prime Video, que ocupa a terceira posição com 18% do mercado, tendo perdido igualmente dois pontos percentuais em termos anuais. No restante ecossistema, a Sky Showtime mantém-se firme com 9% de quota, seguida pela Filmin com 2%, enquanto as restantes opções agregadas totalizam 4%, após uma ligeira descida trimestral de um ponto percentual. O estudo da JustWatch baseou-se em mais de 60 milhões de interações mensais globais registadas entre 1 de abril e 30 de junho de 2026.












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