Donald Trump está faz menos de um mês na Casa Branca, mas desde a sua entrada, o mesmo já fez grandes mudanças que estão a causar certamente várias controvérsias. Entre as quais encontram-se as mudanças a nível das taxas a aplicar a vários países, como o Canadá e México.
A União Europeia é outra região que brevemente pode vir a focar-se na Casa Branca, e estão previstas ainda mais mudanças nas taxas de importação para virtualmente qualquer país. Com isto, existe também uma forte contestação dos consumidores, não apenas nos EUA mas também fora deste.
Uma crescente onda de contestação começa agora a ganhar força: a de evitar a compra de produtos “Made in USA”.
Em vários países, e sobretudo sobre plataformas online, existe cada vez mais um novo movimento, a apelar para que se evite comprar produtos que são criados inteiramente nos EUA. E esta medida aplica-se não apenas a produtos vendidos fora dos EUA, mas também no mercado interno – onde norte-americanos procuram evitar a compra dos seus próprios produtos.
Em alternativa, muitos consumidores estão a optar cada vez mais por optarem comprar produtos locais, ou fabricados em regiões que não sejam os EUA, quase como um protesto contra as medidas que foram implementadas por Trump.
Na ideia de Trump, aplicar as taxas de importação a vários produtos vai ajudar a que as empresas tenham de passar a ter produções locais. Isto iria levar mais empresas a produzirem nos EUA. No entanto, vários analistas – até mesmo apoiantes de Trump – consideram esta ideia errada, tendo em conta que nem todas as empresas estão dispostas a tal medida, e embora Trump não o considere, os EUA ainda necessitam de muitos produtos que simplesmente não existem no mesmo.
Um dos exemplos encontra-se no Canadá, onde existe um movimento crescente de se consumir apenas produtos “Made in Canadá”. Uma entrevista da CNN News indicou que existem cada vez mais pessoas no Canadá a optarem por comprar produtos feitos localmente, invés de se guiarem por produtos fabricados nos EUA.
Nas redes sociais, existem cada vez mais contas e grupos criados com o objetivo de incentivar à compra de produtos alternativos que não tenham relação com os EUA. Estas contas, algumas com milhares de seguidores, recomendam alternativas locais ou de outros países para alguns dos produtos que são comercializados em redor do mundo com origem dos EUA.
Alguns analistas apontam que o mercado dos EUA pode sofrer drasticamente com estas medidas, e acabar por levar a uma crise profunda nos EUA – no entanto, Trump e o seu círculo fechado não parecem interessados, sendo que o presidente dos EUA indicou mesmo nem estar atento aos mercados financeiros, que entraram em queda desde que as taxas ao México e Canadá foram implementadas, levando a quedas drásticas em praticamente todas as empresas americanas.
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