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O mercado dos smartphones atravessa uma fase de transição complexa, marcada pela escalada de preços nos componentes essenciais. Esta realidade levanta uma questão pertinente para muitos consumidores: será que a era dos telemóveis de 100 dólares (cerca de 95 euros) ficou para a história? O que durante anos foi definido pelos modelos económicos da Xiaomi mudou devido a diversos fatores económicos, mas ao contrário da crença popular de que os smartphones acessíveis estão extintos, a estratégia apenas mudou de foco para o ecossistema de software.

A pressão económica nos modelos de entrada

O custo dos chips de memória e dos modems 5G tem afetado drasticamente a produção de dispositivos de gama de entrada. Neste ano de 2026, fabricar um smartphone totalmente funcional por menos de 100 dólares é uma tarefa ainda mais difícil do que anteriormente, muito por culpa dos efeitos da inflação global.

No entanto, a marca chinesa continuou a otimizar a sua cadeia de fornecimento para garantir que a tecnologia permanece acessível em países em desenvolvimento, sem sobrecarregar as carteiras dos consumidores. A aposta deixou de ser apenas no hardware puro e duro para passar a integrar uma visão mais alargada sobre o HyperOS.

Os sobreviventes: Redmi A4 5G e Redmi 14C

Mesmo no meio de tempos económicos difíceis, existem modelos que mantêm o seu valor para os consumidores que procuram apenas as funcionalidades fundamentais de um dispositivo. A empresa demonstra como é possível fundir desempenho e acessibilidade com equipamentos como o Redmi A4 5G e o Redmi 14C.

O foco da empresa nos requisitos fundamentais destes utilizadores, incluindo a qualidade do ecrã, manteve-a no topo do segmento de mercado económico. Eis os destaques atuais neste segmento de preço:

  • Redmi A4 5G: Equipado com o chipset Snapdragon 4s Gen 2, este modelo traz a conectividade 5G para o patamar dos 100 dólares.

  • Redmi 14C: Com um processador Helio G81 Ultra, destaca-se pelo seu ecrã de 120Hz, custando aproximadamente 90 dólares.

  • Redmi A3x: A opção de valor essencial, com um chip Unisoc T603, a rondar os 75 dólares.

O futuro está nos serviços e não apenas no hardware

Olhando para o futuro, o mercado de smartphones económicos não será extinto, mas evoluirá para um ecossistema baseado em serviços. A gigante tecnológica utiliza estes dispositivos acessíveis como uma porta de entrada que permitirá aos utilizadores interagir e descobrir mais sobre o serviço Xiaomi HyperConnect.

Embora as margens de lucro nas vendas de hardware sejam baixas neste segmento, o valor reside na entrega de atualizações de software, na ligação dos utilizadores a dispositivos de automação doméstica e na oferta de um estilo de vida digital integrado. Segundo as informações avançadas pela XiaomiTime, a marca não pretende abandonar este setor, mas sim reinventar a forma como o rentabiliza através da fidelização no seu ecossistema global.




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