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Fortnite

A liberdade criativa no universo do Fortnite acaba de encontrar novos limites. Apenas alguns dias após permitir que os criadores de conteúdos implementassem transações diretas nas suas experiências, a Epic Games viu-se obrigada a intervir para travar práticas que se assemelham a jogos de azar. A empresa anunciou uma atualização às regras que visa impedir a monetização baseada na sorte.

A partir de 20 de janeiro, as experiências criadas pelos utilizadores — designadas pela empresa como "ilhas" — deixarão de poder oferecer transações que envolvam "rodar" uma roleta ou pagar por "sorte aumentada", segundo confirmou um membro da equipa da Epic no Reddit.

O caso que despertou o alerta

Esta mudança repentina nas diretrizes surge na sequência de uma polémica envolvendo o jogo Steal The Brainrot. Sendo um dos títulos não oficiais mais populares disponíveis no Fortnite, os seus criadores implementaram uma roda de prémios que permitia aos jogadores gastar V-Bucks (a moeda virtual do jogo) para realizar jogadas ou aumentar as suas probabilidades de ganhar itens raros.

Além da roda da sorte, o jogo introduziu também mecânicas de "lootboxes", o que gerou uma onda de críticas por parte da comunidade, dado o público maioritariamente jovem da plataforma. A resposta da Epic Games foi rápida, estabelecendo agora, preto no branco, que qualquer transação dentro da ilha que influencie direta ou indiretamente rodas de prémios é estritamente proibida. Isto inclui a compra de jogadas individuais, pacotes de jogadas ou impulsionadores de sorte (luck boosts).

Um novo modelo de negócio para os criadores

Até esta alteração recente, a Epic não permitia que os criadores vendessem itens diretamente nas suas experiências. O modelo de remuneração baseava-se inteiramente no envolvimento (engagement), ou seja, os criadores eram pagos consoante o tempo que os jogadores passavam nas suas ilhas.

A introdução das transações diretas teve como objetivo dar aos programadores independentes do Fortnite "mais controlo sobre as suas decisões criativas e comerciais", numa clara tentativa de rivalizar com o modelo de negócio do Roblox, onde a venda de itens in-game é uma prática comum e lucrativa.

Para incentivar esta transição, a Epic está a oferecer condições atrativas: até ao final deste ano, a empresa pagará aos criadores 100% do valor líquido das receitas geradas por estas transações nas ilhas. No entanto, os planos indicam que essa taxa deverá ser ajustada para 50% após 2026, alterando significativamente a margem de lucro para quem desenvolve conteúdos para a plataforma.

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