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Se gere as licenças de software no seu negócio, prepare-se para ajustar as definições no painel de administração, pois a Microsoft decidiu alterar radicalmente a forma como lida com o fim dos contratos. A gigante de Redmond colocou um ponto final no tradicional período de graça gratuito de 90 dias que vigorava quando uma subscrição expirava, substituindo-o por um novo modelo pago que pode apanhar muitas organizações desprevenidas.

Esta mudança, que entrou em vigor esta segunda-feira, dia 19 de janeiro de 2026, introduz os chamados "Extended Service Terms" (EST), ou Termos de Serviço Alargado. Na prática, isto significa que o que antes era uma "almofada" de tempo gratuita para renovar contratos ou migrar dados, passa agora a ser um serviço faturado mês a mês.

O fim dos 90 dias gratuitos e a chegada dos EST

Até agora, quando uma subscrição empresarial chegava ao fim, as empresas tinham um período de carência de três meses durante o qual os serviços continuavam a funcionar sem custos adicionais, dando tempo para regularizar a situação. Com a nova política, a continuidade do serviço durante este período de transição passa a ter um custo.

O novo modelo EST funciona como uma ponte mensal para manter os serviços ativos enquanto a empresa decide se renova por um ano completo ou cancela definitivamente. O problema reside no preço: este serviço temporário custa o valor mensal padrão da subscrição acrescido de uma sobretaxa de 3%. Embora os EST ainda não estejam totalmente ativos para faturação imediata, os clientes já podem aceder aos controlos de "Gerir Renovação" no Partner Center para verificar quem será afetado, conforme detalhado no anúncio oficial na documentação da Microsoft.

Uma “armadilha” automática para os distraídos?

O aspeto mais controverso desta mudança reside na automação do processo. Se um cliente tiver a opção de "Renovação Automática" desligada, mas não tiver cancelado explicitamente a subscrição, o sistema irá movê-lo automaticamente para o estado pago de EST. Isto significa que uma empresa que simplesmente deixasse o contrato expirar para não renovar, poderá agora receber uma fatura inesperada com taxas agravadas se se esquecer de clicar no botão de cancelamento.

A tecnológica defende que esta alteração oferece "mais flexibilidade" aos clientes, permitindo uma gestão mensal sem compromissos anuais imediatos. No entanto, a comunidade e analistas de mercado apontam para a utilização de um "dark pattern" — uma tática de design que pode levar o utilizador a incorrer em custos indesejados pela inércia.

Financeiramente, é uma jogada inteligente para a criadora do Windows, convertendo milhões em uso anteriormente gratuito em receita de alta margem. Resta saber como os clientes empresariais reagirão a esta nova exigência de gestão ativa para evitar custos "surpresa" nas suas faturas mensais. As novas regras para as API já estão em vigor desde 19 de janeiro, e a elegibilidade para os novos termos aponta para o dia 1 de abril.




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