
O P-Stream, um dos portais de pirataria de filmes e séries mais populares da atualidade, com quase dez milhões de visitas mensais, fechou definitivamente as suas portas. O encerramento surge na sequência de uma forte investida legal por parte da aliança anti-pirataria ACE e da Motion Picture Association (MPA).
No mês passado, estas entidades conseguiram obter intimações num tribunal federal da Califórnia, exigindo que plataformas como o Cloudflare e o Discord revelassem as informações pessoais dos clientes associados a serviços ilícitos, incluindo o HDFull, Sflix e o próprio P-Stream. Embora muitos administradores utilizem dados falsos, a estratégia de recolha de informações acabou por surtir efeito neste caso.
O peso de uma batalha judicial e o encerramento
Conforme detalhado pela TorrentFreak, o administrador do P-Stream, conhecido pelo pseudónimo Pas, confirmou o encerramento imediato do site. Quem tenta aceder ao serviço depara-se agora com uma mensagem de despedida.
Pas explicou que, embora o serviço não alojasse, controlasse ou garantisse qualquer conteúdo protegido por direitos de autor, os custos para enfrentar a indústria do cinema em tribunal seriam incomportáveis. A perda recente do servidor na plataforma de comunicação que utilizavam foi mais um sinal de que o cerco estava a apertar. Além disso, o administrador confessou que a manutenção do projeto consumia demasiado tempo da sua vida pessoal, considerando o fecho como uma decisão saudável.
O código permanece acessível para futuros clones
A ironia do fecho do P-Stream reside nas suas próprias origens. O projeto foi lançado em abril de 2024, precisamente após o encerramento do movie-web, outro serviço semelhante que caiu perante a pressão de Hollywood. Dois anos depois da queda do seu antecessor, a história volta a repetir-se.
O P-Stream foi construído com base no sudo-flix, que já era um sucessor espiritual do código original do movie-web. Apesar do encerramento da plataforma principal, o alegado código que alimentava o site continua disponível em repositórios públicos no GitHub. Não se sabe ao certo se estes repositórios são controlados pelo antigo administrador, mas a sua disponibilidade quase garante que novos clones irão surgir, reiniciando o ciclo infinito entre a pirataria e a indústria do entretenimento.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!