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Nvidia Geforce RTX

Se estavas a pensar fazer um upgrade ao teu computador neste início de ano, as notícias não são animadoras. A indústria tecnológica enfrenta um novo capítulo na instabilidade de componentes, e tudo indica que a AMD e a NVIDIA se preparam para aumentar drasticamente os preços das suas placas gráficas já a partir deste mês de janeiro.

A causa para este cenário, que promete afetar tanto os consumidores como o setor empresarial, prende-se com um aumento extremo nos custos de produção e uma escassez severa de componentes, especificamente no que toca à memória VRAM.

A VRAM vale ouro: 80% do custo de fabrico

Segundo as informações avançadas pelo blog sul-coreano Newsis, que cita fontes da indústria, o custo dos módulos de memória disparou para níveis insustentáveis. Os dados sugerem que a VRAM representa agora cerca de 80% do custo total de fabrico de uma placa gráfica.

Este número é alarmante, especialmente se considerarmos que, tradicionalmente, o chip da GPU (o processador gráfico em si) é o componente de maior complexidade e, por norma, o mais dispendioso. Com a balança de custos invertida de forma tão agressiva, as fabricantes argumentam que os aumentos no preço final são inevitáveis para manter a viabilidade dos produtos.

Este cenário enquadra-se na mais vasta crise da memória, que já ameaçava fazer com que o preço da memória vá disparar em 2026, afetando múltiplos setores da tecnologia.

Aumentos mensais sem fim à vista

A estratégia de aplicação destes novos preços deverá variar ligeiramente entre as duas gigantes, mas o resultado final será semelhante para a carteira dos utilizadores. A AMD deverá iniciar a atualização das tabelas de preços já durante este mês de janeiro. Por outro lado, a NVIDIA conseguirá, supostamente, segurar os valores atuais até fevereiro.

Esta ligeira vantagem temporal da "equipa verde" poderá estar relacionada com a sua alegada estratégia de deixar de vender memória diretamente às parceiras, alterando a dinâmica da cadeia de distribuição.

Contudo, o alívio será breve. As fontes indicam que ambas as empresas planeiam aplicar aumentos de forma repetida e mensal ao longo do primeiro trimestre de 2026, sem um teto máximo definido. As primeiras "vítimas" serão as linhas orientadas para o consumidor, nomeadamente as famílias GeForce RTX 5000 e as novas Radeon RX 9000.

RTX 5090 pode custar mais do dobro

Para dar uma perspetiva do impacto real destes ajustes, os analistas apontam para cenários onde modelos de topo, como a GeForce RTX 5090, podem atingir valores exorbitantes. Com um preço sugerido inicial de 1.999 dólares (cerca de 1.900 euros), este modelo poderá escalar até aos 5.000 dólares (aproximadamente 4.750 euros) no decorrer deste ano.

A situação é agravada pela procura incessante do setor da Inteligência Artificial. Relatórios adicionais, destacados pelo portal WCCFTech, referem que o mercado de modificações na Ásia está a absorver stock de placas como a RTX 5080 para duplicar a sua memória e adaptá-las para tarefas de IA, retirando unidades do mercado de consumo e pressionando ainda mais os preços.

Em resumo, 2026 perfila-se como um ano difícil para o mercado de hardware gráfico. Se tens necessidade urgente de atualizar o teu sistema, a janela de oportunidade para encontrar preços "normais" parece estar a fechar-se rapidamente.




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