
A eterna rivalidade entre as grandes plataformas de videoconferência está a dar lugar a uma convivência necessária. Se já te aconteceu entrar numa sala de reuniões equipada com tecnologia Google e perceberes que a reunião era no Teams (ou vice-versa), sabes bem a dor de cabeça que isso representa. Felizmente, a Google decidiu derrubar esse muro e começou a implementar uma interoperabilidade direta entre o seu hardware e o ecossistema da rival.
Esta novidade surge num contexto em que as empresas procuram cada vez mais flexibilidade, especialmente após os compromissos regulatórios assumidos pela Microsoft perante a Comissão Europeia. O objetivo é claro: facilitar a vida aos departamentos de TI e aos utilizadores que, no dia a dia, saltam constantemente entre diferentes plataformas de comunicação.
Como funciona a ligação entre plataformas
A Google está a lançar uma atualização que permite que o hardware dedicado do Google Meet se ligue diretamente às salas Microsoft Teams. Na prática, isto significa que dispositivos baseados em Chrome OS (nas salas Meet) e sistemas baseados em Windows (nas salas Teams) conseguem agora "falar" entre si sem a necessidade de soluções de terceiros complexas.
No entanto, esta funcionalidade não está aberta a todos. O acesso é, para já, limitado a clientes empresariais com subscrições ativas do Google Workspace. É um passo importante para unificar o panorama empresarial, onde é comum encontrar escritórios com hardware misto ou empresas que colaboram com parceiros que utilizam o ecossistema oposto.
Funcionalidades limitadas: o preço da união
Embora a possibilidade de entrar numa reunião do Teams a partir de uma sala Google Meet seja uma excelente notícia, há letras pequenas que convém ler. A interoperabilidade garante a ligação, mas não a experiência completa.
De acordo com a documentação técnica disponibilizada no blog de atualizações do Google Workspace, os utilizadores terão acesso apenas a funcionalidades básicas de videoconferência. Se estás habituado a usar ferramentas avançadas nas tuas reuniões, prepara-te para algumas restrições. Funcionalidades como apresentações de slides, suporte para duplo ecrã e o chat de vídeo integrado não serão suportadas quando se cruzam as plataformas.
O resultado é uma experiência funcional, mas despida de acessórios. As empresas podem contar com vídeo e áudio simples para comunicar, mas perderão o conjunto completo de opções de colaboração que estariam disponíveis num ambiente nativo. É uma solução de "emergência" eficaz, mas que ainda não substitui a integração total.










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