
Durante o lançamento dos novos 17 e 17 Ultra na Europa no passado sábado, a Xiaomi contrariou a atual tendência da indústria e praticamente não mencionou a inteligência artificial. O foco da apresentação das câmaras, que inclui a edição especial cocriada com a Leica, centrou-se de forma clara nos sensores e nas lentes, uma decisão que a marca confirma não ter sido um acidente.
O limite do hardware antes do software
No decorrer do MWC 2026, Angus Ng, diretor de comunicações e relações públicas da fabricante chinesa, explicou que a empresa ainda está concentrada em testar e expandir os limites físicos dos componentes. "Se chegarmos realmente a um ponto em que não conseguimos fazer mais inovações, então começaremos a olhar para o lado do software", afirmou o responsável.
O executivo admitiu que existe obviamente processamento por IA e software a trabalhar nos bastidores dos atuais sensores de imagem da marca, mas ressalvou que a sua presença não é tão óbvia como acontece com a concorrência. Angus Ng justificou esta escolha com experiências passadas da própria fabricante: quando a empresa se focou no processamento por IA há um ou dois anos, o feedback dos utilizadores não foi esmagadoramente positivo.
Uma crítica direta à concorrência
A abordagem puramente baseada na fotografia física contrasta fortemente com os recentes lançamentos de telemóveis como o Google Pixel 10A e o Galaxy S26, que apostam todas as fichas na fotografia computacional e na edição generativa.
Questionado sobre esta diferença de rumo face à estratégia da Samsung, Angus Ng não poupou nas palavras e partilhou uma teoria pessoal pouco lisonjeira para a fabricante sul-coreana. "Como o hardware deles não teve uma atualização, focaram a sua estratégia no software", rematou o diretor, citado pelo The Verge.












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