
A cidade do Porto acaba de colocar em funcionamento o seu primeiro sistema de trânsito rápido de autocarros, conhecido como BRT, movido a hidrogénio. O projeto é liderado pela fabricante portuguesa CaetanoBus, que forneceu doze modelos articulados H2.CityGold de 18 metros e assumiu o controlo de todo o ecossistema de mobilidade envolvido na operação em Portugal.
Um ecossistema completo para a cidade
A estratégia da fabricante baseia-se numa abordagem integrada para simplificar a adoção desta tecnologia. Em colaboração com a Metro do Porto, STCP, PRF Gas Solutions e dstsolar, o consórcio não se limitou a entregar os veículos. O acordo inclui a instalação de uma unidade local de produção de hidrogénio verde, a infraestrutura para o abastecimento e sistemas fotovoltaicos para gerar energia renovável no local.
Além da componente física, o projeto abrange a gestão dos consumos no parque, a otimização da frota e o planeamento de instalações de manutenção preparadas para as células de combustível, garantindo o suporte a longo prazo e mitigando os riscos associados aos custos totais de propriedade.
Segundo Nuno Lago de Carvalho, membro da comissão executiva e CCO da fabricante, esta iniciativa demonstra a capacidade de estruturar e gerir ecossistemas complexos de zero emissões, desde o desenho inicial até à operação real. A recolha de dados técnicos e económicos ao longo do ciclo de vida vai permitir simular e refinar um modelo de serviço mais robusto para o setor da mobilidade.
O futuro passa por pagar apenas o que se usa
Como próximo passo no seu roteiro estratégico, a empresa planeia introduzir um modelo de pagamento por utilização para a mobilidade a hidrogénio. Esta visão pretende permitir que operadores públicos e privados tenham acesso à capacidade de frota necessária, juntamente com a infraestrutura e os serviços de manutenção, num formato totalmente integrado.
Desta forma, em vez de exigir um elevado investimento inicial, os clientes pagam com base nos quilómetros percorridos. A mudança para um modelo de pagamentos operacionais previsíveis tem como objetivo reduzir as barreiras financeiras e acelerar a transição global para soluções de transporte sem emissões poluentes, conforme detalhado na partilha oficial da CaetanoBus.












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