
O CEO da XPENG, He Xiaopeng, não tem dúvidas sobre o potencial do seu mais recente software de condução inteligente. De tal forma que lançou um convite público aos seus rivais, incluindo o CEO da Tesla, Elon Musk, para experimentarem a nova tecnologia. A informação foi avançada pelo CnEVPost, detalhando as declarações feitas durante as reuniões parlamentares anuais na China, conhecidas como "Duas Sessões" de 2026.
O salto tecnológico do VLA 2.0
O grande destaque vai para o modelo Vision-Language-Action de segunda geração (VLA 2.0). A empresa planeia arrancar com testes beta internos deste novo sistema a meio de março, enquanto o lançamento oficial da primeira geração no mercado está marcado para o final do mesmo mês. Para ilustrar o salto tecnológico, He Xiaopeng utilizou uma analogia simples: se os sistemas de assistência à condução do passado tivessem um limite máximo de 100 pontos, a nova iteração consegue atingir dezenas de milhares de pontos.
Graças ao uso de novos modelos de linguagem de grande dimensão e a um poder de computação próprio, a velocidade de pesquisa e desenvolvimento disparou. Segundo o executivo, o que antes demorava um ano inteiro a ser feito, é agora concluído em apenas quatro semanas.
Rumo à autonomia total e o custo da curiosidade rival
Com este ritmo, a marca prevê que as capacidades de condução autónoma de Nível 4 se tornem comuns no espaço de um a três anos, impulsionadas também por avanços na regulamentação. Indo mais longe, o responsável acredita que a autonomia total de Nível 5 pode ser uma realidade num prazo de cinco anos, alterando por completo a forma como nos deslocamos diariamente e reduzindo drasticamente a necessidade de intervenção humana.
Toda esta confiança já despertou a atenção da concorrência. Atualmente, os rivais que queiram alugar um veículo da marca equipado com o sistema VLA para realizar os seus próprios testes têm de desembolsar 8000 yuan (cerca de 1060 euros). Após o lançamento oficial este ano, espera-se que o interesse aumente, com uma expansão gradual para mercados internacionais no próximo ano.
A meta de ultrapassar o FSD da Tesla em 2026
Este progresso não passou despercebido a Wall Street. A Morgan Stanley elogiou o VLA 2.0 num relatório divulgado no início de março, classificando-o como um avanço ousado. Os analistas acreditam que esta evolução prova aos investidores que a fabricante chinesa é muito mais do que apenas uma marca de automóveis.
Ainda assim, a gigante norte-americana continua a ser o alvo a abater. Depois de testar pessoalmente o sistema FSD em Silicon Valley no final de 2025, o CEO admitiu que a tecnologia rival atingiu uma fase muito tranquilizadora, quase a tocar o Nível 4. Para manter a sua equipa motivada, foi traçado um objetivo claro: igualar o desempenho do FSD no mercado doméstico até ao final de agosto de 2026, mostrando que a empresa está pronta para a competição global.












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