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bandeira da união europeia

A Comissão Europeia veio a público desmentir categoricamente as notícias que circulavam sobre uma possível investigação aos veículos híbridos provenientes da China. A especulação, que ganhou força na última semana, sugeria que Bruxelas estaria a preparar-se para aplicar tarifas semelhantes às que já vigoram para os elétricos a bateria, mas o executivo comunitário garante que tal não está na agenda.

Olof Gill, porta-voz da Comissão para o comércio, foi perentório numa conferência de imprensa em Bruxelas: não existe qualquer investigação em curso sobre as exportações de veículos híbridos da China para a União Europeia. Esta declaração surge como resposta direta a questões sobre se alguns comissários estariam a pressionar nesse sentido. Embora tenha admitido que os políticos têm o direito de levantar as questões que entenderem, o processo formal de investigação — um passo obrigatório segundo as regras da Organização Mundial do Comércio antes de qualquer medida punitiva — focou-se, e foca-se, apenas nos veículos totalmente elétricos.

Origem dos rumores e pressão francesa

A confusão instalou-se após relatos de que a Comissão estaria a ponderar alargar o âmbito das taxas aduaneiras. Fontes indicavam que Stéphane Séjourné, Vice-Presidente Executivo da Comissão e Comissário francês, teria levantado repetidamente preocupações sobre a concorrência dos híbridos chineses. O argumento baseava-se no facto de as condições de produção serem idênticas às dos elétricos, criando um campo de jogo desigual para os construtores europeus, especialmente num ano em que as exportações de híbridos chineses para a UE dispararam 155%, em contraste com o crescimento mais modesto de 12% nos elétricos a bateria.

Apesar destas pressões internas e do crescimento explosivo nas vendas de híbridos, a posição oficial mantém-se inalterada. A Comissão considera que o setor das baterias elétricas é o que apresenta padrões comerciais problemáticos e uma ameaça direta à indústria da UE, justificando assim a exclusividade das medidas aplicadas aos BEV (Battery Electric Vehicles).

Consenso nos elétricos e o caminho a seguir

É importante recordar que a Comissão Europeia avançou com tarifas adicionais sobre os elétricos chineses em outubro de 2024, após concluir que estes beneficiavam de subsídios injustos que distorciam o mercado europeu. Estas taxas, que se somam aos 10% já existentes, podem chegar aos 35,3% dependendo do fabricante e foram definidas para vigorar durante cinco anos.

No entanto, o cenário comercial continua dinâmico. A 12 de janeiro, o Ministério do Comércio da China anunciou ter chegado a um consenso com a UE sobre compromissos de preços para a exportação de veículos elétricos. Este acordo representa um passo significativo para substituir as tarifas punitivas, permitindo que os exportadores chineses evitem as taxas extra desde que vendam os seus automóveis acima de um preço mínimo estipulado pela Europa.




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